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Projetos devem qualificar município para desastres naturais

Major Parizotto do Corpo de Bombeiros de Xanxerê fala sobre projeto para ser implantado no próximo ano, principalmente no que se refere à tornados

Projetos devem qualificar município para desastres naturais

No dia 20 de outubro completou seis meses que Xanxerê foi atingido por um tornado. A destruição, as vidas que se perderam deu vez a um novo debate - tornados. Você sabia que a nossa região é a segunda com maior incidência de tonados no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos?

O Major Walter Parizotto, comandante do Corpo de Bombeiros de Xanxerê, afirma que novos eventos podem ocorrer.

“Só perdemos para o Cento Americano, estamos dentro de um corredor de tornados. O ar quente que vem da Amazônia se concentra aqui, e o ar frio que vem da Patagônia muito forte também se concentra na nossa região. Para que aconteça o tornado precisamos da junção dessas duas frentes; isso já aconteceu e vai acontecer novamente. O que não podemos é saber disso e não fazermos nada. Precisamos adaptar-se a isso adaptar nossas construções, escolas e o município”, explica.

De acordo com o major, essas informações servem não para trazer medo à população, mas para saber se proteger, caso volte a acontecer. Para salvar vidas.

Ele explica que o fenômeno só pode ser detectado por radares meteorológicos com a antecedência de aproximadamente meia hora apenas, por isso as pessoas, devem saber como agir diante desses eventos. Esse é o projeto piloto que o corpo de Bombeiros deve implantar nas escolas no próximo ano. 

“Já temos um acordo com o Secretário de Educação do município, que iniciaremos por Xanxerê. Acreditamos que a mudança significativa de comportamento vai se dar nas próximas gerações, mas é importante que um professor saiba o que fazer perante essa situação, que as pessoas estejam preparadas”, comenta.
As regiões Sudeste e Sul do Brasil estão na 2ª área de maior probabilidade de ocorrência de tornados no mundo, perdendo somente para o Meio-Oeste dos EUA, segundo estudo do Laboratório Nacional de Tempestades Severas.

Em um histórico do fenômeno, um tornado F5, o único de tal magnitude registrada na história não só da América do Sul, mas de todo o hemisfério sul, de San Justo, na Argentina. Em janeiro de 1973, o tornado causou 63 mortes, mais de 200 feridos e milhões de pesos em danos materiais.  Nesta sexta-feira (23) o major Parizotto estará na Argentina, na cidade de Córdoba, realizando palestra exatamente sobre tornados.

“Nós estamos na segunda maior região do mundo para incidência de tornados, há uma preocupação muito grande de como fazer a gestão diante dessa situação.  A universidade de Córdoba esta comemorando 402 anos de existência e o enfoque do evento é justamente, esse, como Xanxerê passou por esse evento, fomos convidados a explicar um pouco de como foi esse procedimento de recuperação”.

De acordo com o laboratório que fica nos EUA, o chamado “corredor de tornados” no Brasil compreende o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas e Mato Grosso do Sul. Parizotto afirma que tudo serviu de experiência, e é preciso reconstruir uma cultura para prevenção aos desastres naturais.

Sobrevivente

Em meio à tragédia, resta a esperança. Cristiane Sutil perdeu o esposo e o filho Gabriel com o tornado. Mas a pequena Ana Kelen, na época com cinco meses, é um motivo de esperança. Ela também estava na casa destruída pelo fenômeno climático. Foi resgatada em meio aos escombros pelos policiais da Patrulha Rural da PM de Xanxerê, junto com o irmão. Em reconhecimento por ter salvo a vida da filha, Cristiane convidou o soldado Mainardi para ser padrinho de batizado da Ana. A pequena ainda nem sabe direito por tudo que já passou. No próximo mês ela completa um ano de vida. Esse dia mudou a história da sua família, mas o brilho nos olhos e o sorriso inocente trazem força para a mãe seguir em frente.

Thamara A. Verardo/Hanna Döhl
Foto: Arquivo/SAER

Sd Mainardi
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