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“Nosso compromisso era de fazer uma feira autossustentável”

Comissão Central Organizadora destaca que a feira superou os R$ 46 milhões em negócios no município

“Nosso compromisso era de fazer uma feira autossustentável”

Xanxerê – A Comissão Central Organizadora da Femi e a administração realizaram coletiva para fazer uma avaliação das atividades que aconteceram durante os 10 dias, como segurança, negócios e shows.

Segundo o presidente da comissão, Péricles Vicini, o objetivo inicial da feira em negócios era de ficar em torno de R$ 30 milhões e, pela primeira vez, foi conseguido superar esse valor. Uma preliminar dos negócios em vendas na parte de equipamentos, máquinas e veículos ficou em R$ 36 milhões. “Se fizermos uma somatória de tudo o que foi realizado em hotéis e gastronomia, nós superamos os R$ 46 milhões em negócios realizados durante os 10 dias da Femi. É um número alto e todas as informações dos expositores nos levam a crer que a maioria deles realizou, pela primeira vez, grandes negócios”, destaca.

 

Atraso de shows

A feira foi assunto na Câmara de Vereadores em relação aos atrasos dos shows. O presidente explica que dentro de uma feira que teve projeção nacional, sempre podem existir alguns problemas e que o único atraso aconteceu no show do Latino que não foi por problemas da administração, foi um fato relacionado à terceirização dos shows e houve um problema de despreparo e de organização. Péricles destacou que isso é pequeno em relação ao tamanho da festa.

 

Terceirização dos shows

“O porte dos shows que foram trazidos para Xanxerê só foi possível através da terceirização, se tivéssemos que fazer isso tendo como garantia o aporte financeiro da administração nós não traríamos a quantidade e qualidade dos shows dessa edição”. Péricles Vicini também comentou as oportunidades dos meios de comunicação com relação aos camarins e abertura dos shows. “Nós quisemos dar um ar de profissionalismo dentro da feira, acredito que com isso, saiu na frente a emissora que teve essa visão estratégica de levar seu nome dentro desse contexto profissional. Essa preferência é a parte da terceirização, assim como teve uma empresa que teve acesso ao rodeio. O meio de comunicação que fez, estrategicamente, participação dentro da feira levou vantagem, mas foi fora daquilo que a organização tinha controle”, explica .

 

Segurança do parque

Aproximadamente 260 mil pessoas passaram pelo Parque de Exposições Rovilho Bortoluzzi nesta edição da Femi e segundo informações das polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros, as ocorrências foram poucas e pequenas. O responsável pela comissão de segurança, Lauri Dama, destacou que o monitoramento e gravação de imagens inibiram as pessoas que poderiam ir ao parque com más intenções.

Segundo os boletins de ocorrências, o que mais aconteceu foram perdas de documentos, celulares e máquinas fotográficas. “Nunca tivemos uma feira desse porte que tivesse casos que não comprometessem a realização. Conseguimos eliminar quase todos os problemas de brigas e roubos. O saldo é muito positivo e as pessoas que adentraram o parque foram unânimes em afirmar que a segurança foi o principal item que fez com que levassem a família à feira”.

 

“Nós estamos fazendo a primeira Femi”

O prefeito Bruno Bortoluzzi disse que o questionamento é natural, porque essa é a primeira Femi da administração. “Nós tomamos algumas iniciativas, criamos alguns instrumentos diferentes daqueles que vinham sendo praticados há 28 anos, como ter a coragem de terceirizar os shows. O povo de Xanxerê não suportava mais realizar uma festa e ouvir dos administradores que o município estava com dificuldade financeira, porque a feira comprometeu os cofres públicos. Esse era o nosso compromisso, de fazer uma feira autossustentável e vamos, em junho, fechar o balanço e entregar oficialmente à Câmara de Vereadores com o que ocorreu na festa, e comunicando à população de Xanxerê o resultado”.

A 15ª edição da Femi pode não ter dado 100% certo, mas Bruno Bortoluzzi afirma que a administração teve uma nova maneira de fazer a feira, e o resultado vai ser positivo. Questões pontuais sobre problemas de restrição da empresa terceirizada que foge ao controle da prefeitura por força de contrato licitatório na próxima Femi, serão corrigidos os erros para que todos os meios de comunicação possam ser protegidos dentro de um contrato licitatório, porque a terceirização foi considerada um sucesso por questões de economia financeira e por qualidade de shows. “Foi tudo muito bem, existem ajustes a serem feitos, mas existiu um único atraso de três horas do cantor Latino, que infelizmente fugiu ao nosso controle. Já pedimos desculpas à população e nós reafirmamos que enquanto nós fizermos a feira, o Latino não volta mais. O Luan Santana só não entrou às 9h em ponto, porque ele foi educado com a imprensa e com os fãs que queriam dar um abraço, por isso ele atrasou 40 minutos. Muitas coisas temos que aproveitar, vivemos de experiências”, analisa.

 

Horários dos shows

A população da região tem uma cultura de trabalhador e o prefeito conversou com o presidente para trabalhar com horários antecipados dos shows como 21 ou 22 horas. O objetivo é que a população possa assistir ao show e acordar no outro dia para ir trabalhar. A novidade deste ano foi o show às 21 horas, no último domingo. Nas outras edições, a festa acabava às 18 horas com um show infantil e os carros expostos eram retirados do parque. Este ano, a feira acabou à meia-noite com o show do Luan Santana.

 

Valores de ingressos

Muitas pessoas reclamaram dos valores dos ingressos de entrada do parque e Bruno Bortoluzzi comenta que quem não tem condição financeira deve ir aos dias gratuitos que foram três. “Quem quer assistir shows que custam nas capitais de R$ 50,00 a R$ 100,00, ir para a Femi e pagar R$ 14,00, não pode reclamar. O preço para show desse porte tem um custo e nós temos que ter esse retorno. Podemos fazer a Femi sem shows, aí não cobramos nenhum centavo ou podemos buscar recursos para fazer shows em alguns dias da feira”, finaliza.

 

 


Larissa Damian

Folha Regional

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