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Golaços e pênaltis colocam o Inter nas semifinais do Gauchão

Após empate por 3 a 3, Colorado bate Novo Hamburgo nos pênaltis e avança no Estadual. Abbondanzieri defende cobrança

Golaços e pênaltis colocam o Inter nas semifinais do Gauchão

Beleza e dramaticidade. O Inter contou com dois golaços para poder ir à decisão por pênaltis, superar o Novo Hamburgo e avançar às semifinais do segundo turno do Campeonato Gaúcho. O jogão no Estádio do Vale, na noite desta quarta-feira, teve o tempo normal encerrado com empate por 3 a 3. No sofrimento das penalidades, o Colorado levou a melhor: 5 a 4. Pato Abbondanzieri defendeu o último chute, batido por Kempes. Alecsandro, D’Alessandro, Glaydson, Wilson Mathias e Taison convertem para a equipe da capital.
Com a vaga conquistada, o Inter pega o Ypiranga, que derrotou o Caxias também nos pênaltis, na próxima fase. O jogo será no fim de semana, no Beira-Rio, já que o Inter tem melhor campanha. O vencedor estará na decisão da Taça Fábio Koff.
No tempo normal, Alecsandro foi o destaque, com dois gols, um deles em bomba da intermediária. Walter fez o outro, também em pancada de longe. O Colorado saiu atrás, virou ainda no primeiro tempo e cedeu a igualdade na etapa final.
Vira-vira e golaço de Walter
Que o gol de Micael, do Novo Hamburgo, fique para depois. Que o gol de Alecsandro, do Inter, também seja lembrado mais tarde. Porque, no primeiro tempo do jogo no Estádio do Vale, nada foi mais bonito do que a marretada de Walter, uma pancada daquelas de fazer tremer traves, goleiro, estádio, até a cidade, se bobear. Golaço.
Foi aos 22 minutos. Anilado e Colorado já empatavam por 1 a 1. A bola caiu pelo lado esquerdo do campo, caiu nos pés de Walter, nos pés de um jogador que não se furta a bombardear o adversário, seja de onde for. O atacante dominou, mirou o gol defendido por Juninho e decidiu arriscar dali mesmo, quase da intermediária. Sábia decisão. A bola viajou no ângulo esquerdo do goleiro. Ele voou nela só para dizer que estava ali. Era impossível defender. O Inter virava o jogo.
E um jogo dos complicados. O Colorado foi a campo no 4-4-2, sem Nei, substituído pelo volante Glaydson. O time vermelho teve boa produção ofensiva e repetidos sustos defensivos – um tanto por culpa do goleiro Pato Abbondanzieri, em noite muito insegura, outro bocado pela qualidade do Novo Hamburgo, longe de ser um time fraco. O Anilado, com três minutos, já pulou na frente.
Foi a primeira falha do goleiro argentino na partida. Pato saiu com os pés, mas mal. Jogou a bola reto, para a frente, e complicou a vida de Sandro, que foi obrigado a fazer falta. A cobrança do zagueiro Micael, perto da área, passou pela barreira e estufou a rede colorada. Mau sinal para o Inter.
Mas logo viria o empate. Kleber repetiu sua especialidade e cruzou na cabeça de Alecsandro. Aos sete minutos, o centroavante concluiu com precisão. Fez um gol que não costuma perder. Era o 1 a 1. Era o alívio colorado. Era o primeiro passo para a virada no primeiro tempo.
Aí viria a marretada de Walter, e a consequente vantagem no placar. Mas isso jamais representou tranquilidade. Abbondanzieri, aos 24, voltou a falhar. Soltou uma bola que parecia garantida. Para sorte dele, Maiquel estava impedido. Aos 35, Cláudio Luís ainda acertou a trave esquerda de Pato. Giuliano, aos 43, se livrou da zaga e mandou chute perigoso a favor do Inter.

Jogaço: Novo Hamburgo empata

O Inter voltou para o segundo tempo sem Kleber, que passou mal no vestiário após um choque de cabeça ainda na etapa inicial. Juan, um jogador mais defensivo, entrou no lugar dele. Mas o time não ganhou consistência atrás. Pior: levou o empate. E cedo.
Logo aos cinco minutos, a zaga do Inter foi envolvida pelo ataque do Anilado. Preto recebeu na direita, foi acossado por Abbondanzieri e tocou no meio para Maiquel. O atacante completou para o gol. Guiñazu não conseguiu cortar.
O empate levaria o jogo aos pênaltis. Mas Alecsandro não estava disposto a permitir. O quarto gol do centroavante em dois jogos foi uma pintura. Ele recebeu na intermediário, pelo meio, e não titubeou: a exemplo de Walter, mandou a pancada; a exemplo de Walter, acertou. O goleiro Juninho até conseguiu raspar na bola, mas ela estava decidida a entrar. Outro golaço.
O problema do Inter é que golaço não vale em dobro. O time de Jorge Fossati seguia apenas um gol à frente. E ficou assim por nove minutos. Aos 35, o Novo Hamburgo voltou a empatar. Em cruzamento da esquerda, Michel, campeão do mundo com a camisa colorada em 2006, foi mais ágil do que a zaga vermelha e empurrou para o gol. Não teve jeito: era um jogo fadado a ser decidido nos pênaltis. E aí deu Inter.

Gazeta Press/PA

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