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Espanha vence Holanda e é campeã do mundo

Iniesta marcou e levou a Fúria a título inédito no Soccer City

Espanha vence Holanda e é campeã do mundo

Depois da Copa de 1998, o mundo do futebol volta a reverenciar um campeão inédito. No sofrimento da prorrogação, a Espanha venceu a Holanda por 1 a 0 e levantou a taça pela primeira vez. Iniesta, aos 10 minutos do segundo tempo, marcou o gol histórico.

Reprise de Espanha x Alemanha?

Com o predomínio total da posse de bola, a Espanha começou o jogo dando a impressão de que repetiria a atuação diante da Alemanha, na semifinal. Compactando os setores, a Fúria foi melhor nos primeiros minutos e não deu chance de a Holanda apresentar suas jogadas mortíferas, sobretudo em contraoglpes capitaneados por Sneijder.

Logo aos quatro minutos, em cobrança de falta, Sergio Ramos mergulhou na marca do pênalti e obrigou Stekelenburg a se esticar para evitar o gol inaugural. Sete minutos depois, foi a vez de Villa arrematar de primeira cruzamento, mas a Jo’bulani sai à esquerda da meta. Para reverter o domínio espanhol, a Holanda resolveu agir rapidamente, adiantado sobretudo a sua linha de três atacantes para dificultar a saída de bola espanhola. Deu certo. Num lance Busquets, de tão pressionado, entregou a bola para Kuyt, que chutou fraco, nas mãos de Casillas.

 

Holanda reage, e começa o Gauchão

Depois de equilibradas as ações, os times abriram as caixas de ferramenta. Com pouco espaço e muita concentração de jogadores no meio, o contato físico aumentou e as entradas violentas se multiplicaram como coelhos. No total, foram 20 faltas em 45 minutos, cinco cartões amarelos. A Holanda bateu mais e ficou com três dos cartões. Foi de De Jong a jogada mais violenta, digna de expulsão sem escalas. Com a bola no alto, o volante da Laranja ergueu o pé e acertou o peito de Xabi Alonso, em lance de dar inveja a qualquer lutador de karatê.

 

Robben 0x1 Casillas

Apesar de um início com alternativas, a primeira etapa ficou marcada pela forte marcação e pelas divididas com ares de artes marciais. As duas seleções, tão exaltadas por suas virtudes ofensivas, precisavam mostrar mais no segundo tempo. No entanto, não foi o que se viu.

Somente aos 16 minutos se viu um rasgo de luz no meio de uma partida pouco inspirada. Depois de uma bola dispuada pelo alto, Sneijder, com raro espaço, visulmbra Robben sozinho entre os zagueiros. O lançamento foi perfeito, Robben entrou sozinho, mas carimbou as pernas de Casillas, que deixou o gol com arrojo para salvar a Fúria.

 

Espanha se refaz e domina

Paciente como a figura de seu técnico à beira do campo, a Espanha não se apavorou e, menos de 10 minutos depois, respondeu à altura. Navas, que entrara no lugar de Pedro, fez boa jogada na ponta direita e cruzou rasante. Heitinga furou bisonhamente, mas teve sorte, pois Villa deixou de fazer o seu sexto gol na Copa. Sozinho, na pequena área, carimbou o goleiro e próprio Heitinga.

Depois deste gol incrível perdido por Villa, o atacante teve mais duas chances, sempre esperando o lançamento chegar à segunda trave, atrás da linha de zagueiros. Ambos os lances não resultaram em êxito, mas foram sintomáticos para ratificar a superioridade espanhola. Depois da metade do segundo tempo, a Espanha prensou os holandeses em seu campo. Aos 36 minutos, Iniesta entrou livre na área. Ele só não abriu o placar porque Sneijder, o meia-armador da Holanda, o travou na risca da pequena área. O recudo de Sneijder exemplificava com fidelidade o bom momento da Fúria.

 

Robben 0x2 Casillas

Mesmo com toda a pressão espanhola, a Holanda repetiu a sua senda de toda a Copa: um time que pouco brilha, mas que prima pela efetividade. Assim, Robben chegou pela segunda vez na cara de Casillas, aos 37 minutos. Puyol falhou em bola lançada, deu o espaço vazio a Robben, que o preencheu e só parou nas garras do goleiro espanhol. Por duas vezes, o atacante da Laranja teve a bola da Copa nos pés. E não aproveitou.

Pelas substituições, ficou claro a intenção de Del Bosque em vencer no tempo normal. Além de Navas, entrou Fabregas no lugar do volante Xabi Alonso. No entanto, o meia do Arsenal pouco fez. Mesmo assim, era mais um jogador descansado em campo para encarar os 30 minutos da prorrogação.

 

Espanha furiosa na prorrogação

De tanto correr atrás do toque de bola espanhol, os holandeses cansaram na prorrogação. Os espaços, antes raros como diamantes, surgiram aos borbotões. Fábregas, logo aos cinco minutos, perdeu gol feito ao, sozinho, chutar a bola nas pernas de Stekelenburg. Iniesta, o garçom da tarde, também errou na sua vez de arrematar. Ou melhor, demorou tanto a se decidir que nem conseguiu chutar, desperdiçando oportunidade ímpar. Logo depois, o insinuante Navas soltou a bomba na ponta direita, a bola desviou numa perna laranja e roçou a rede, mas pelo lado de fora.

Se a situação holandesa estava complicada, tornou-se dramática após a inversão dos lados do campo. Aos quatro minutos do segundo tempo, Heitinga empurrou Iniesta, impedindo-o de investir na área. O zagueiro holandês foi expulso. Xavi não aproveitou a falta, mas, com um homem a mais, a Espanha pressionaria até o apito final.

 

Iniesta imortal

Para ser mais exato, a Espanha pressionaria até os 10 minutos, quando Fábregas encontrou Iniesta livre. O grande nome da prorrogação fuzilou, balançou a rede e entrou para a história. Iniesta, o meia solidário que tanto colocou seus colegas na cara do goleiro, acabou protagonizando o lance mais importante da Espanha.

Depois da festa da Fúria, os minutos que restavam se transformaram na mais insossa solenidade. Uma prévia para a festa que tomaria o gramado do Soccer City e as ruas de cada cidade espanhola.

 

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