
Concluída investigações sobre a morte de Jéssica Lumi
Delegado afirma: “Cometimento de um homicídio duplamente qualificado”
Xanxerê – Já está no Fórum o relatório da investigação sobre o assassinato de Jéssica Lumi. O delegado de polícia, Fernando Callfass, indiciou Katiussa Carvalho por homicídio duplamente qualificado. Durante o período de investigação, o delegado ouviu mais de 15 testemunhas, entre elas a mãe de Jéssica e uma amiga que estava na casa, na madrugada de sábado (três de abril).
Callfass destaca que a atuação foi desenvolvida de forma rápida. “Este homicídio abalou toda comunidade. Atuamos de forma em que as investigações foram concentradas e procuramos, durante os últimos sete dias, colher todos os elementos de prova e, graças a Deus, nesta segunda-feira terminamos o relatório de prisão em flagrante”, explica o delegado, que respondeu aos questionamentos da imprensa diante de toda repercussão do fato.
A madrugada do crime
“Na casa, no momento dos fatos, na madrugada do dia três, tinham quatro pessoas: Jéssica, sua mãe, Katiussa e uma amiga, chamada Cristiane, que tinha amizade com as duas, mas pelas investigações era mais ligada a Jéssica”, relata o delegado, já que sua preocupação na linha de investigação foi tentar resgatar as últimas 24 horas antes do crime. “Busquei saber o que elas fizeram na manhã de sexta-feira até a madrugada de sábado. Concluímos que durante a Sexta-feira Santa foi ingerido bebida alcoólica em quantidade considerável em mais de um ponto da cidade, entre elas duas e a turma”, relata o delegado através do que ouviu das testemunhas.
Segundo testemunhas, Katiussa Carvalho estava bastante alterada e, “segundo o exame do corpo de delito em que ela foi submetida ainda na madrugada do dia três, antes de ser encaminhada ao presídio de Xanxerê, ela tinha algumas escoriações no peito e uma na mão direita. A linha de investigação concluiu que essas lesões foram ocasionadas por ela própria porque testemunhas nos relataram que presenciaram tal acontecimento e nos disseram que foi uma autolesão”, detalha Callfass.
Katiussa se mantém em silêncio
Por preferir ficar calada e falar somente em juízo, o trabalho da polícia se tornou difícil. “Essas provas foram quase que 80% testemunhais, sobretudo de duas pessoas que estavam na casa durante o crime, o que contribuiu decisivamente para as investigações, que nos relataram que viram a Katiussa com uma faca na mão, a que foi utilizada para desferir os três golpes, dois nas costas e um no pescoço de Jéssica”, aponta o delegado e afirma que em um segundo momento a investigação concluiu que Katiussa estava em posse de outra faca, “uma menor, tipo serrinha de mesa, que se autolesionou e foi o que as testemunhas que estavam na casa nos relataram, onde procuramos achar a verdade, mas se aparecer outros fatos serão investigados”, garante o delegado salientando que trabalharam com as disponibilidades que tinham: as testemunhas, as armas do crime, o local e a perícia.
O relacionamento de Jéssica e Katiussa
Com base nas informações prestadas através das testemunhas, Katiussa era muito ciumenta. “Testemunhas também nos relataram que já tinham ocorrido ameaças. Até na quarta-feira, que antecedeu a Sexta-feira Santa, houve uma discussão onde Katiussa teria ameaçado de morte a Jéssica e, no próprio dia, testemunhas nos relataram que Katiussa não estava aceitando, concordando com o fim do relacionamento. Todas essas presunções levaram as investigações até onde chegaram: cometimento de um homicídio duplamente qualificado”, encerra o delegado salientando que as investigações se encerram, mas nada impede que se outros elementos surgirem, poderá retornar as investigações, além de colaborar com o Ministério Público e Poder Judiciário.
Letícia Faria - Folha Regional
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