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Cobras e lagartos - Romeu Scirea Filho


Cobras e lagartos - Romeu Scirea Filho

PMDB vive clima de pré-convenção

O vereador Carlos Colatto, presidente do PMDB xanxerense, deve reunir o diretório antes do próximo sábado, dia 27, quando acontece a pré-convenção – ou prévias do partido – para apontar quem será o pré-candidato ao governo do estado em outubro.

O diretório tem direito a três votos, dos delegados José Santo Dal Bello, Adenilso Biasus e Gelson Saibo, na pré-convenção. Os votos obviamente não são pessoais, e sim do diretório, que decidirá na reunião em quem o PMDB de Xanxerê vota: no ex-governador Eduardo Pinho Moreira ou no prefeito de Florianópolis, Dário Berger. A decisão entre um ou outro, pelo diretório de Xanxerê, é uma total incógnita até para o presidente Colatto.
A julgar pela influência do deputado federal Valdir Colatto, o preferido seria Pinho Moreira, alinhado a Colatto desde sempre, sendo ambos ferrenhos defensores até mesmo de chapa pura do partido no primeiro turno, pelo menos. Por outro lado, Pinho Moreira é tido como favorável ao apoio do PMDB catarinense para a eleição presidencial a José Serra – o que não agrada a todos, e talvez nem à maioria do diretório local. Já Dário Berger seria o caminho para os peemedebistas catarinenses apoiarem a candidatura da petista Dilma Rousseff à presidenta.

Caso opte por votar em Pinho nas prévias, e apoiar José Serra a presidente, o PMDB catarinense estará aliado ao PSDB. E aí veremos em Xanxerê os adversários da última eleição municipal abraçados, em cima do mesmo palanque. Coisas da política brasileira, onde tudo é possível e tudo passa a ser normal. Mas tudo isso são apenas elucubrações, exercício de adivinhação, um prato feito para Mãe Diná...
A decisão sobre os votos do PMDB xanxerense na pré-convenção também pode ser um eterno mistério: a votação será secreta, embora teoricamente os três delegados votem de acordo com o que o Diretório municipal decidir na reunião a ser convocada por Carlos Colatto. Reunião fechada à imprensa e a todos que não pertencem ao diretório, é claro…

Enquanto isso, na SDR Xanxerê...
A “Rádio Corredor” faz enquete “em off” para saber quem assumirá o cargo hoje desempenhado pelo secretário Ademir Gasparini. As apostas apontam – é lógico – para um nome do PSDB, diante da forte possibilidade do tucano e vice-governador, Leonel Pavan, assumir o governo já nesta quinta-feira – caso Luiz Henrique renuncie para candidatar-se a senador. Neste caso, seguindo o raciocínio lógico, não há dúvidas de que o prefeito Bruno Bortoluzzi será ouvido por Pavan na hora de escolher o sucessor de Gasparini.

E nesse ponto é que se concentra o “X” do problema: quem Bruno indicará?? Se for uma decisão “caseira”, com um nome da própria SDR, o Gerente Regional de Desenvolvimento Sustentável, Ademir Soligo é uma forte possibilidade.
Outro nome que surge com grandes possibilidades é de um aliado do prefeito Bruno desde antes da eleição municipal de 2008, quando se filiou ao PSDB. “O Cara” é empresário, dono de jornal diário na cidade, e segundo ele mesmo, um dos principais responsáveis pela histórica vitória do PSDB sobre a forte aliança PMDB-DEM, que colocou Bruno na administração municipal.

Mesmo com os recentes rumores de que a amizade entre o prefeito e o empresário já teve dias melhores, há quem garanta que “O Cara” é poule de dez, favoritíssimo ao cargo de Secretário Regional. Inclusive por seus fortes laços de amizade e fidelidade com tucanos de vasta plumagem, de Chapecó e de Florianópolis. Cobras não arrisca palpite, o páreo é difícil, mas o jogo já começou ... Façam suas apostas!

 

Caso Nardoni mostra o triste Brasil de sempre…

A morte trágica de Isabela Nardoni, em 2008, chocou o país. Poucas pessoas duvidam que seu próprio pai e a esposa dele sejam os autores do bárbaro crime – cujo filme, de triste lembrança, volta a ser reprisado pela grande imprensa brasileira – que encontrou um assunto para esta e para as próximas semanas, uma vez que é quase certo que a defesa tentará de todas as formas adiar e/ou prolongar a decisão do corpo de jurados, inventando mil e um artifícios tentando provar a inocência do casal.

Olhando a nova “novela diária” com altíssimos níveis de audiência, é impossível não pensar em algumas perguntas: e se o casal fosse de “brasileiros comuns”, meros mortais, haveria tanto espaço no noticiário? Crianças pobres morrem todos os dias (ainda e sempre) de fome, por abandono dos pais e por outras mazelas que existem desde muito tempo atrás. Violência e abandono com vítimas que não sabem se defender são notícias que às vezes nem saem mais na imprensa das grandes cidades… viraram rotina, incorporaram-se à “normalidade”... Também há poucas dúvidas de que se os acusados fossem pobres favelados, miseráveis pés-de-chinelo, que aparecem só nas estatísticas oficiais, a Justiça brasileira já teria julgado, condenado e trancafiado na cadeia os autores, sem dó nem piedade.
E sem tantas possibilidades de defesa e de recursos. Muito menos tanta exposição na imprensa. Mas como os acusados são de classe média alta, “gente da grana” e com amigos influentes, os leitores/telespectadores terão que ver novamente esse velho filme. E correndo o risco (ou o susto) de ainda ter que considerar a possibilidade de absolvição dos acusados. A Justiça brasileira – e a grande imprensa junto – precisam urgentemente de uma repaginação. E também traçar metas mais úteis e objetivas, que resultem em algum ganho social, ou abram caminho para a busca de alternativas para combater o “câncer” que atinge a sociedade em geral, principalmente a partir da degeneração de valores intrínsecos da instituição chamada família – a Base de toda e qualquer sociedade. Condena-se o casal Nardoni, semanas depois a história é esquecida e fica tudo como dantes, no quartel…Vamos mal!

 

Carta de Mãe indignada…
“Com licença, quero compartilhar com pais, mães, pessoas de bem que pagam seus impostos, trabalham, produzem, cumprem suas obrigações, levam e buscam os filhos na escola, ensinam a eles a respeitar as normas e aos outros. Hoje me perguntei qual é o meu lugar nessa sociedade já tão marcada por violência, por corrupção, por trapaças e por mentiras, pelo desrespeito as leis.
Hoje experimentei a sensação de sentir-me nada, um lixo, algo sem nenhum valor. Senti-me como uma infratora por querer exercer meu poder de mãe, conferido por lei. Experimentei a sensação de não ser a responsável por meus filhos e me perguntei então de quem é essa responsabilidade? Do juiz, do prefeito, do conselho tutelar?
Não obtive resposta.
Criticamos a crescente violência nas escolas, a criminalidade, o uso abusivo de drogas, os pais que não assumem seu papel de pai ou de mãe.
Mas não nos esqueçamos de que existem pais e mães muito preocupados com seus filhos sim, esses são a maioria e tentam garantir uma sociedade decente. E devem, ou seja, devemos continuar tentando mesmo quando nos deparamos com alguém que tira nosso direito dizendo que nem sempre somos os responsáveis, porque juízes têm mais poder que nós.

Senhores pais, vocês, assim como eu, devem continuar sendo corretos, embora às vezes a sensação que temos é de que não vale muito à pena. Em momentos assim nos perguntamos em como continuar acreditando numa sociedade com valores tão confusos, onde os nobres magistrados ditam as normas e ninguém pode contestar.
Como continuar?
Ah, e se não bastasse toda essa indignação, ainda tivemos que encarar o olhar de decepção de nossos filhos por não conseguir realizar um sonho tão simples como o de assistir um show sertanejo no parque da FEMI, conosco.
E por fim, tive que ouvir, impotente, minha filha de 10 anos dizer com olhar triste: ‘De que adianta ter identidade se não fui considerada uma cidadã?’” (A autora da carta pediu para manter-se anônima).


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